segunda-feira, 20 de junho de 2011

PERDÃO PELA METADE




Quando era criança eu, minha mãe e meu irmão viajamos para o interior do estado onde moravam meus avós paternos e minha tia com suas filhas e esposo.

Como nós éramos os netos que moravam mais longe, todas as vezes que os visitávamos éramos paparicados.

A cidade em si não tinha absolutamente nada de interessante, mas como lá moravam duas primas (uma com a idade de meu irmão e outra apenas um ano mais velha que eu) a diversão era garantida.

Em uma dessas tardes de brincadeiras, não me lembro ao certo o motivo mas acabei apanhando de uma das minhas primas. Ela deveria estar chateada por não ter algum brinquedo e então resolveu descontar na menor da turma.

Como eu era a caçula a comoção foi geral, e meu irmão resolveu tomar minhas dores.

Entre gritos e ameaças, conversas e diálogos ele se obrigou a perdoar a tal prima “malvada” e com isso as coisas se acalmaram.

No fim da tarde, quando tudo estava um pouco mais tranqüilo, sem nenhuma espécie de aviso prévio, meu irmão resolveu reconsiderar o perdão concedido.

Chegou de supetão e derrubou minha prima da rede.

Aquilo rendeu mais algumas horas de choro, gritaria, confusão e castigos. Para minha prima as coisas poderiam estar esclarecidas , mas meu irmão parecia não ter esquecido.

Ele simplesmente perdoou pela metade.

Você já imaginou qual seria o rumo de nossas vidas se Deus também não nos perdoasse por completo?

Imagine só se Jesus resolvesse que Zaqueu não merecia uma vida totalmente nova. Zaqueu muito provavelmente não restituiria aqueles a quem roubou.

E se ao invés de livrar a mulher adultera de todos os seus acusadores Jesus a livrasse apenas da metade deles? Ela com certeza não teria saído ilesa do tal julgamento de pedradas.

E se Deus só tivesse baixado metade do nível do mar vermelho para que o povo de Israel a pé e fugisse de Faraó? Somente os melhores mergulhadores do mundo sobreviveriam, quem sabe se César Cielo fosse Israelita pudesse nos contar a história depois.

...

Já ousou pensar em como seria se Jesus tivesse morrido pela metade?
Apenas a metade de nossos pecados estaria perdoada, e se considerarmos que pecamos dia a pós dia, essa metade seria muito mais do que suficiente para sermos condenados.

A grande diferença entre a personalidade perfeita de Cristo e a nossa é que Ele não desiste de seus propósitos.

Quando o seu propósito era sentir a tua dor Ele se fez carne e habitou entre nós. João 1 V14

Quando o seu propósito era te conhecer Ele “esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;” Filipenses 2 v7

Quando o seu propósito era provar seu amor Deus, “Ele deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele acreditasse não perecesse, mas tivesse a vida eterna. “ João 3 v16

...

Quando escolheu morrer por ti foi até o fim.

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” João 19 v30

Ele não escolheu te amar pela metade, te proteger pela metade e muito menos te perdoar pela metade.

E quando Ele nos chamou para seguir seus passos seu desejo era que você agisse como Ele.

Amando por inteiro

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”

Cuidando por inteiro

E principalmente, perdoando por inteiro.

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;” Mateus 6 v12

Não há verdade dentro de nossos corações se oramos pedindo o perdão de Deus quando não conseguimos conceder o perdão ao nosso irmão.

Para viver o completo de Deus é preciso deixá-lo completar nossos sentimentos.

Não há problema em deixar sobre Ele todas as angustias que te impedem de viver a liberdade do perdão.

Se você já conheceu o Deus que te perdoa por completo experimente acreditar no Deus que te ajuda a perdoar. E a perdoar sem deixar metades para trás.



“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” II Coríntios 5 v17



Att



Naiadi Balmant

OUVINDO A VOZ DE DEUS


Lanço hoje o desafio da semana.
Você terá como missão encontrar duas pessoas exatamente iguais no mundo.
Acha que consegue?
Sinto lhe informar, mas acredito que você não terá sucesso.
Isso só me faz constatar mais uma vez: Deus é o auge da criatividade.
Sendo assim, por muito nos amar, resolveu Ele criar uma forma diferenciada de falar a cada coração.
Para que Paulo pudesse acreditar em seu amor,Deus o tornou cego e fez com que se gerasse nele um espinho que o fazia lembrar o porquê de não desistir. Deus falou com Paulo através da dor e do escuro. Atos 13 v11 e 2 Coríntios 12 v7
Para que Pedro pudesse acreditar, Cristo o fez andar sobre as águas. Pedro ouviu a voz de Cristo em meio a seus conflitos e medos. Mateus 14
Quando Moisés estava no deserto, pode ouvir a voz de Deus bradando dentre um sarça que ardia em fogo e não se consumia. Deus usou o extraordinário para que Moisés pudesse ouvi-lo. Êxodo 3 v2
Mas dentre todas as histórias da bíblia, não há outra que me chame mais a atenção pela forma de falar de Deus se não a de Jó.
Para que Jó pudesse provar sua fidelidade Deus permitiu que lhe fossem tomados todos os seus tesouros.

Seus filhos morreram soterrados em meio a escombros, seu gado foi todo exterminado por seus inimigos, relâmpagos destruíram suas ovelhas, e antes mesmo que tivesse tempo de entrar em depressão foi assolado por uma lepra terrível.
Jó perdeu sua família, sua riqueza e sua credibilidade.

Seus amigos sabiam exatamente como não consolar alguém. Tudo o que eles alegavam era que algum erro ele deveria ter cometido para estar passando por tais tragédias.

Não existia outra pessoa no momento que merecesse mais ouvir a voz de Deus do que Jó, no entanto Deus se cala durante quase 90% da história do livro que conta sua história.

Pode-se ouvir Jó, seus amigos, sua esposa, seus inimigos... Mas Deus permanece calado.
Talvez você saiba como é.
Momentos em que ouvimos: "vire para a direita”, "siga em frente”, "Pare” de todos, menos da única voz que realmente sabe qual o caminho certo a seguir.
Então Jó começa a reclamar de suas dores e sofrimentos.

Ele inicia sua oração fazendo questão de demonstrar a Deus o quanto estava revoltado: “Eu ainda estou revoltado e me queixo de Deus; não posso parar de gemer. Gostaria de saber onde encontrá-lo; gostaria de ir até o lugar onde ele está, para levar a ele a minha causa e apresentar todas as razões que tenho a meu favor...” Jó 23
Quanta razão. Quanta bravura, Jó parece ser o mais audacioso dos servos do Deus Altíssimo.
Neste momento tudo o que se pode ouvir é sua voz reclamando, reclamando e reclamando.

Após todo o esbravejar de Jó todo o resto do universo se cala. Como uma sala de aula que aguarda pela primeira frase do professor o resto do mundo se aquieta para ouvir a voz de seu criador.

A partir do capítulo 38 você encontrará a voz de Deus falando diretamente à Jó.
Seu discurso começa com nada mais, nada menos que:
"As suas palavras só mostram quão humano você é; quem é você para pôr em dúvida a minha sabedoria? Mostre agora que é valente e responda às perguntas que lhe vou fazer..." Jó 38 v 2 e 3

O Altíssimo responde e vai além; Deus quer ouvir respostas de Jó.
O Criador começa então o interrogatório mais convincente da bíblia
"Onde é que você estava quando criei o mundo?
Você sabe quem resolveu qual seria o tamanho do mundo e quem foi que fez as medições?
Em cima de que estão firmadas as colunas que sustentam a terra? Quem foi que assentou a pedra principal do alicerce do mundo?
Quando o Mar jorrou do ventre da terra, quem foi que fechou os portões para segurá-lo?
...
Jó, você já visitou as nascentes do mar? Já passeou pelo fundo do oceano?
Alguém já lhe mostrou os portões do mundo dos mortos, aquele mundo de escuridão sem fim?
De onde vem a luz, e qual é a origem da escuridão?
...
Você alguma vez visitou os depósitos onde eu guardo a neve e as chuvas de pedra, que ficam reservadas para tempos de sofrimento e para dias de lutas e de guerras?...”

Eu poderia transcrever todas as 50 perguntas que Deus fez, mas todas elas teriam um só sentido:
“Assim que você for capaz de lidar com estas simples questões relacionadas a armazenar estrelas e esticar pescoço de avestruz, teremos uma conversa sobre dor e sofrimento. Mas até lá, não preciso de suas considerações” Max Lucado

A bíblia é clara em dizer que Deus se fez carne e habitou entre nós para sentir, literalmente na pele, quão pesada é sua cruz.
Justamente por isso, e também por ser o engenheiro de sua vida, Ele sabe exatamente como e quando deve falar e agir em sobre seu caminho.

Já a nossa humanidade, não tem HD suficiente para armazenar toda a grandeza do conhecimento de Deus. Por isso Ele nos poupa de ansiedades e nos orienta a lançar sobre Ele nossas dores e preocupações.

Às vezes eu também queria ouvir a voz de Deus tão alta e clara quanto um trovão, mas no fundo eu sei que Ele quer que eu esteja em silencio para ouvir seu sussurrar em meu coração. Ele quer que eu me aquiete para ouvi-lo falar.

Quando a bíblia nos diz: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus;...” Salmos 46 v10 Está querendo dizer “Se sou um Deus sábio o suficiente para estabelecer os limites do mar, guardar a neve e as chuvas de pedra, é melhor você se acalmar, porque devo ser sábio para cuidar de sua vida”

Após ouvir a voz de Deus Jó recebe conforto em meio a toda a dor.
Deus também tem uma maneira particular de lhe explicar que Somente Ele é Deus e pode trabalhar em tuas causas. Quem sabe Ele só esteja esperando que você O ouça.
“Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus.” Salmos 62 v 11


Att.
Naiadi Balmant

sexta-feira, 17 de junho de 2011

TECELÃO DE HISTÓRIAS


Percebe aquele homem tecendo aquela túnica?
Aquele é Israel, e ele está fazendo uma túnica para José o caçulinha da família.
A túnica é linda não é?
Você ainda não pode vê-la assim porque ela ainda não está pronta. Para tecer algo é preciso virá-lo do avesso, mas no final de tudo, todas aquelas cores e fios entrelaçados iram formar uma linda túnica colorida.

Não é só com túnica de José que isto acontece. O mesmo se repete em sua história.

Nem mesmo se passasse horas olhando para o lado avesso de sua túnica colorida ele conseguiria imaginar quantas voltas sua vida daria a partir dali.

Resumidamente o livro de Gênesis nos conta que José era o filho predileto de Israel, e seus irmãos não gostavam nada disso. José tem dois sonhos em que Deus deixa evidente que iria exaltá-lo e isto gera ainda mais inveja entre os irmãos. (Gênesis 37)
Um belo dia, talvez nem tão belo assim, José vai ao encontro de seus irmãos e então é preso, jogado em uma cova, sua túnica é manchada com o sangue de um animal para que ele seja dado como morto e ele é vendido como escravo. (Gênesis 37)

Vai trabalhar como mordomo na casa de Potifar, porém a dona patroa ( esposa de Potifar) resolve querer mais do que apenas seus serviços de mordomo. Ele foge. Ela não gosta. Ela arma uma emboscada e José é promovido de escravo para prisioneiro. (Gênesis 39)
Lá na prisão novamente Deus trabalha para que José seja reconhecido como um homem bom. Tão bom que era capaz de cuidar dos outros detentos.
Interpreta sonhos, pede para ser lembrado, no entanto é novamente esquecido. (Gênesis 40)
José fica preso por mais dois anos.

Tempos depois Faraó tem um sonho e precisa de alguém que o interprete. Finalmente José é lembrado e depois de alguns detalhes da história se torna governador do Egito. (Gênesis 41)
Ufa! Se não tomarmos cuidado as linhas da história acabam se embaralhando em nossa mente não é?
Quantas idas e vindas. Quantas voltas. Quanto nó.

Pegue pontos isolados da narração e você não entenderá a beleza dos desenhos.

Que José não era como os outros já estava muito claro, mas era mesmo necessário vendê-lo como escravo?
Que Israel o amava mais do que os outros todos já haviam percebido, mas era necessário dizer que seu caçula havia morrido?

Precisava mesmo haver prisão, calúnia, solidão? Eram necessários 2 anos a mais de cadeia?

Pegue as linhas coloridas da alegria de um adolescente de 17 anos, entrelace com sonhos que Deus lhe dera durante a noite, enrole com as cores vivas do amor de Israel visivelmente maior por ele do que por seus irmãos, transpasse com as linhas escuras de uma cova abandonada, as vermelhas do sangue de um animal morto, misture com as linhas nubladas da inveja de seus irmãos, alinhave com prisão, injustiça, calúnia e esquecimento e você vera tecida a história de um grande governador.

Não consegue enxergar? Muito provavelmente José também não conseguiria.
Mas é exatamente assim que Deus tece nossas histórias.
Deus não vê linhas isoladas.

Assim que te sobrar um tempo corra até a blusa de lã mais desenhada, ou ao tapete colorido da sala de estar. Olhe do avesso e perceba que, deste ângulo, não é tão bonito assim.
As cores ficam bagunçadas, os desenhos perdem o sentido, mas como a musica de João Alexandre diz “... no fim das contas tudo se explica, tudo se encaixa, tudo coopera pro bem...”

Bons tapeceiros e tacelãos não se enganam. Sabem o fim desde o começo. Independente de quantas voltas e tranças sejam feitas o fio da meada estará sempre sob seu controle.

E é assim que o Tapeceiro Deus tece a minha e a sua vida. Entrelaçando as cores para que no fim tudo faça sentido.
Talvez hoje suas perguntas sejam:
Preciso mesmo sentir este medo?
Precisam haver estas dívidas?
Preciso mesmo me sentir tão sozinha?
...
Tem mesmo que ser assim?
...
Não se faz um belo desenho sem o contraste das cores vivas com as nebulosas.
Foi assim na história de José e assim é também em nossa história.

Existe alguém capaz de controlar melhor os enlaces da trama de sua vida se não o Deus tecelão de histórias?

O importante é lembrar que quando permitirmos que ele trabalhe em nós como o artesão, e deixamos que ele nos transforme em Obra de arte para sua Honra e Glória, tudo passa a fazer sentido.
“ E sabemos que todas as coisas cooperam juntamente para o bem daqueles que amam ...” Romanos 8 v28

“... No fim das contas, tudo se explica, tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem. Quando se vê pelo lado certo todas as cores da minha vida dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro” João Alexandre.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

"ESTAMOS CONTRATANDO"


Um anuncio chama sua atenção. A placa diz em letras grandes "ESTAMOS CONTRATANDO".
Você fica curioso e então começa a ler a proposta da vaga. O texto diz:

Tenho uma vaga pra te oferecer.
Nesta empresa você não terá que bater cartão em nenhum horário pré determinado, no entanto há muito trabalho a ser feito.
A vaga? A vaga é aquela para o qual os talentos foram criados. De alguma maneira você encontrará uma função específica para você.

A regra é não se espelhar em outras pessoas até que você esteja certo de qual é o seu lugar.
O setor de recursos humanos não costuma pedir referencias do passado, por isso tranqüilize-se , nada além do que você realmente é importará.

Não preocupe-se com treinamentos, todos eles serão concedidos a você gratuitamente. Temos um setor especializado em treinamentos duros e específicos, que visam deixar nossos profissionais com o melhor preparo para as missões que serão designados.

A recompensa ao final da jornada de trabalho é boa (muito boa) para quem apresentar bons resultados, você terá em tempo integral um auxiliar e um advogado. Para defendê-lo e orientá-lo em suas tarefas.


Já imaginou receber uma proposta como esta?

Pois mesmo que não pareça foi esta proposta que todas as histórias bíblicas de sucesso receberam.

Matheus recebeu quando Jesus disse “Mateus, segue-me”.
Aos olhos sem fé Mateus estava trocando um emprego lucrativo de coletor trapaceiro de impostos, por peregrino seguidor de um carpinteiro.
Mas aos olhos do Deus que escreve a história Mateus estava sendo promovido a relator de sua história. Deus viu no preparo em Mateus.

Moisés, depois de já ter idade para se aposentar foi contratado como coordenador de equipe.
Deus lhe concedeu uma nação para administrar e guiar pelo deserto.
O povo via um homem gago e revoltado que havia matado um soldado e fugido do palácio.
Deus viu alguém com sede de justiça, que não se apegou as riquezas do palácio de Faraó, e que possuía sensibilidade suficiente para deixar que Deus usa-se suas dificuldades na fala para orientar uma multidão.

Abraão foi promovido para amigo de Deus e Pai de uma nação.
Se Deus não o oferecesse esta oportunidade, muito provavelmente Abraão não passaria de um nômade estério sem história. No entanto, sua prosperidade foi tamanha que a bíblia nos conta que tanto eu como você somos herdeiros de Abraão.

Paulo de perseguidor a orientador.
Pedro de pescador de peixes a pescador de almas.
José de escravo a Governador.
Davi de pastor de ovelhas a Rei.

E é exatamente este o intuito de Deus.
Transformar cada detalhe particular de sua personalidade em requisito obrigatório para os propósitos por Ele designados pra você.

Quando você tem amor pelo próximo, você é um agente com a missão de divulgar o plano da salvação.
Quando você é simpático e sorridente, você é um promotor da alegria que é servir a Deus.
Quando fala a verdade, você é embaixador de Deus.
Quando possui novas idéias, você é um empreendedor de novos projetos.
Quando administra o dinheiro que Ele lhe dá, você é administrador de negócios.
Quando declara perdão, você é um sacerdote.
Quando estimula a cura do corpo ou da alma, você é seu médico.
...
Só que com um grande diferencial. Quando ora, ele não o escuta como um chefe analisando seu desempenho e lucratividade, e sim como um pai que ouve um filho.

O fato é que Deus tem um plano de carreira para cada um de nós, com a vantagem imensa de que, como as vagas foram projetadas baseadas não na necessidade de mercado e sim em nossos desejos, não teremos que trabalhar nenhum dia se quer. E sim se divertir fazendo pra Deus aquilo que nos dá prazer.

Pergunte a um ministro de louvor por quantas vezes ele se levantou e pensou “que droga! Terei que cantar hinos de louvor a Deus hoje”.
Ou então a um pastor que vê uma alma sendo salva, quantas vezes ele se estressou ao presenciar um pecador se arrependendo de seus pecados.
Questione a líder de oração da igreja por quantas vezes ela sentiu como se seu trabalho não fosse reconhecido quando ouviu alguém testemunhar que recebeu a cura através de uma oração dela.
...
É pouco provável que estas pessoas se comportem assim, sabe porque?
Porque elas se sentem completas quando realizam o que Deus as criou pra fazer.

Se nenhuma colocação consegue preencher o enorme vazio que existe dentro de ti não acha que há algo errado?

Deus o fez com características especiais que visam o trabalhar no reino de Deus.
Deus poderia mandar seus anjos perfeitos e obedientes descessem do céu para que a salvação fosse propagada, no entanto escolheu te fazer parte desta história.

Escolheu separar uma das fichas de “Colaboradores da empresa” pra você.
E te recompensar mesmo que você não seja o melhor funcionário de todos os tempos.
Basta oferecer o melhor que você pode ser.

domingo, 17 de abril de 2011

SACRIFÍCIOS


Gênesis é o livro das origens. Lá você conhece a história de como este mundo fora criado, e de como nós viemos para aqui.

A história começa descrevendo a criação de céus e terra e depois dos seres humanos, Adão e Eva.
Para eles foi criado um lindo jardim chamado Éden, e este lugar, como tudo o que Deus faz, era perfeito, Lá Deus fez de Adão e Eva seus sócios.

No Éden havia harmonia e paz, entre os humanos, e entre os humanos e Deus. A vergonha ,uma das características hoje mais evidentes da humanidade ainda não existia.

Em meio a este jardim existia também uma árvore chamada “Arvore do conhecimento do bem e do mal” e a orientação (ou seja, o conselho de Deus) era para que nem Adão e nem Eva comessem do fruto desta arvore.

Ainda não existiam regras, apenas uma orientação divina: Não desobedeça a Deus.

E então, surge na história a serpente que possui somente uma missão, a de enganar os humanos, e os fazer acreditar que as orientações de Deus não faziam sentido.
Assim Eva come do fruto proibido, oferece a Adão que também come, e o pecado aparece na história.
Acontece que depois do pecado, a vergonha surgiu. Adão e Eva reconheceram que estavam nus e então se esconderam de Deus.

Deus poderia simplesmente dizer a eles o quanto estava enfurecido com a desobediência e então lançá-los com toda a sua vergonha para fora do jardim.
Mas não foi isso que Deus fez.

Antes de expulsá-los para fora do Éden, a bíblia conta que “Fez o Senhor Deus a Adão e a Eva túnicas de pele e os vestiu” Gênesis 3 v21
Percebe quão grande prova de amor Deus lhes deu?
Não era apenas a primeira roupa que foi criada no mundo.
Deus não estava dizendo “Tomem estas túnicas para que lá fora do jardim vocês não sintam frio”.

A primeira morte havia acontecido. Antes do pecado você só encontrará nova vida nascendo. Mas após o pecado a morte aparece.
Para cobrir a vergonha do pecado de Adão e Eva, Deus foi capaz de sacrificar um de seus animais inocentes.

E então eu te pergunto: O Deus capaz de criar todo o Universo com o poder de suas palavras, não seria capaz de dizer “haja roupas” para vestir Adão e Eva?

É claro que seria, mas quando o assunto tratado é Deus, as coisas vão muito além de nossa forma irresponsável de pensar.

O pecado possui conseqüências, e o primeiro animal morrer para que de sua pele fossem confeccionados as túnicas que cobririam os dois pecadores, era a primeira das muitas conseqüências a humanidade presenciaria.
“Porque o salário do pecado é a morte ... “ Romanos 6 v23a

Foi com a morte que a vergonha que o pecado de Adão e Eva deixou foi coberta, e foi com a morte que os meus e os seus pecados foram perdoados.

Milhares de anos se passaram e então a dívida do pecado ainda continuava a assombrar a humanidade.
Não importava quão amigo de Deus se fosse, a sombra do pecado continuava a perturbar os corações. E foi aí que um novo sacrifício precisou ser feito.

E então Cristo, o cordeiro de Deus, derramou o seu sangue para que desta vez o pecado não fosse encoberto, e sim apagado.

Deus solicita a somatória de todas as nossas dívidas. Todas as que já haviam sido cometidas, e todas as que ainda iremos cometer. E então paga por nossos pecados com preço de sangue inocente.

Sabe o que é o mais impressionante quando contamos esta história?
Que ao contrário do que o mundo tenta nos ensinar, a cruz do sacrifício não foi o final da história, e sim a reescrita de um novo começo.

No sacrifício do Éden, a vergonha do pecado continuou a acompanhar a Adão e Eva, mas no sacrifício da cruz de Cristo, nós conseguimos obter a certeza de que “Não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus”.

Agora não há mais motivos de vergonha - “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2Corintios 5 v17

Pela cruz fomos sarados - “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” Isaías 53 v 5

Pela cruz fomos justificados - “ ... Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. “ Romanos 8 v33

Na cruz alçamos a graça - “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” Efésios 2v8

Foi pela sacrifício de Cristo que a condenação do pecado foi trocada pela vida eterna. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor “ Romanos 6 v23

E então talvez você me diga “Mas Naiadi, se você tivesse noção de tudo o que fiz você não me acharia digno de perdão”
Querido, se você tivesse noção do sacrifício que Jesus fez por nós, você não estaria tão preocupado.

Somente através da cruz recebemos a liberdade.
Liberdade que hoje te permite escolher entre carregar a vergonha de ser pecador, ou permitir que Cristo lance seus pecado no mar do esquecimento.

Se Ele escolheu morrer por você, por que não escolher viver por Ele?

domingo, 10 de abril de 2011

CLAMANDO AO PAI


Rob Bell, um grande pastor americano, conta em um de seus vídeos sobre um viagem que fez juntamente com sua família a uma casa no campo.

Para aproveitar o passeio ele resolveu colocar seu filho Trace de menos de um ano em uma mochila para bebês, e então saiu para caminhar com seu filho nas costas.
O sol estava lindo, e os sons que Trace emitiam só faziam tornar aquele momento mais e mais especial.

Embora o bebê ainda não pudesse compreender, para Rob aquele era um dos momentos mais especiais de sua vida.
Os fleches de sol passando por entre as arvores, a brisa que soprava em seus rostos, o sol das arvores balançando, os barulhos emitido por um bebê de menos de um ano, o sorriso estampado no rosto de Rob. Tudo não poderia estar mais perfeito.

No entanto, quando Pai e filho estavam no ponto mais afastado da casa, o céu escureceu, e as enormes gotas de chuva começaram a cair
Imediatamente Rob começou a retornar para casa, tentou cobri Trace com o capuz mais o bebê incomodado retirava.

E então, a chuva começou a ficar cada vez mais forte, os trovões começaram a soar, e todo aquele cenário começou a assustar Trace.
O bebê começou a chorar, e a gritar como se a vida acabasse ali.

Nada mais justo. Nas costas do Pai,Trace só via a chuva. Rob conseguia visualizar o caminho, mas Trace não.
Tudo o que o bebê sabia é que estava encharcado, com frio, medo, e havia muito barulho de trovão por perto.

De longe você conseguiria ouvir o choro de Trace. Era como se ele clamasse por socorro.

Naquele momento, Rob tomou seu filho nos braços, o envolveu em sua blusa, e passou a caminha curvado sussurrando “Filho, eu te amo. O Papai conhece o caminho. Vai ficar tudo bem”
Ainda faltava cerca de uma milha pra chegar até a casa, mas Rob foi por todo o restante do percurso fazendo o mesmo discurso: “Filho, eu te amo. O Papai conhece o caminho. Vai ficar tudo bem”

Todos nós já nos sentimos como Trace não é?
Todos nós já nos sentimos encharcados, sem enxergar um palmo a frente, em um caminho desconhecido. Todos nós já sentimos medo.

E neste momento, o que você fez?
Clamou por socorro?
Pois se não o fez para não perder a compostura, saiba que você optou pelo caminho errado.

A bíblia nos orienta em muitas situações a clamar ao Senhor para receber ajuda.

“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” Jeremias 33 v3
“Na minha angústia clamei ao SENHOR, e me ouviu” Salmos 120 v 1
“Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz.” Jonas 2 v2

“A ele clamei com a minha boca, e ele foi exaltado pela minha língua.” Salmos 66 v17

Não há problema e pedir socorro quando não se pode enxergar o caminho.
Está tudo em se sentir perdido.
Não há problema em chorar quando tudo o que se pode sentir é o frio da chuva fria.
Mas nossas lágrimas só terão sentido se derramadas aos ouvidos do Pai de amor.

Rob conta, que se por acaso algum dia Trace conseguisse se lembrar da situação que passou com seu pai, e o questionasse, ele ficaria profundamente magoado. Pois para Rob, não houve momento mais especial em sua relação com seu filho do que aquele passeio.

Para o Pai, o importante não foram as lágrimas de Trace, e sim ouvi-lo acalmar-se em seu colo.

Conosco Deus age da mesma maneira. Para Deus o importante não é trancafiá-lo em uma vida ausente de tempestades, e sim passar por elas te carregando em seus braços, e sussurrando mansinho em seu ouvido “Filho, eu te amo. Conheço o caminho. Nós vamos conseguir juntos.”

Permita-se caminhar ao lado de quem está realmente disposto a passar por qualquer tempestade ao seu lado.

sábado, 2 de abril de 2011

ELE ESCOLHEU O AMOR



Toda vez que leio a história da crucificação de Cristo, sinto uma imensa revolta quando chego a cena do calvário.

Visualize, um homem inocente está sendo crucificado.
Todo o peso de seu corpo está sendo sustentado sobre três estacas de madeira que atravessam suas mãos e pés.
Ele sente cãibra, o sol está escaldante, agüentou 40 chibatadas e suas feridas estão sangrando.
Cuspiram em seu rosto.
Em sua cabeça colocaram uma cora de espinhos maduros o suficiente para cortar sua carne, flexíveis o suficiente para moldar sua cabeça.
Em frente a cruz suas roupas estão sendo sorteadas pelos guardas.
Alem de ser pregado na cruz, Ele teve de peregrinar com ela sobre seus ombros durante cerca de meio quilômetro.

Isso já não seria o suficiente?

Por mais incrível que pareça, para a multidão que contemplava Jesus , não era.
De longe pode-se escutar as acusações, blasfêmias e injúrias.

“Se tu és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo.” Lucas 23 v 37
"Ah! tu que derrubas o templo, e em três dias o edificas, Salva-te a ti mesmo, e desce da cruz." Marcos 15 v 29 e 30
"Salvou os outros, e não pode salvar-se a si mesmo." Marcos 15 v 31
" ... desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos ... " Marcos 15 v 32


Nada do que o acusam tem fundamento. Estas frases tinham apenas um objetivo; humilhar o Rei dos Reis.

Que tipo de pessoa é capaz de ofender alguém prestes morrer?
Se não o querem como seu libertador porque precisam humilhá-lo?
Quem em sã consciência ofenderia um moribundo?
Quem ao olhar alguém agonizar grita insultos em seus ouvidos?

E a maior de todas as dúvidas, porque Jesus não revidou?
Ele não poderia responder? Não poderia ordenar aos seus anjos que tapassem as bocas que o ofendiam?
Ele se irou ao ver os comerciantes no templo e não respondeu ao ouvir tantas blasfêmias?
Por que ele agüentou?

Você encontrará a resposta para estas muitas questões no capítulo 53 de Isaías.

“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. “ I saías 53 v 5


Você não o ouvirá revidar, não encontrará Jesus se armando para o bote, não achará um Cristo vingativo.

Ele, mesmo morrendo por pecados que não eram seus, mesmo magoado, roga a Deus para que perdoe aos que o ofendem

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” Lucas 23 v 34

Não, você não leu errado. Cristo rogou ao seu Pai para que perdoasse os que lhe insultavam.
As dores que o prendiam na cruz não lhe permitiam esquecer do porque Ele estava lá.
Se ele estava oferecendo seu sangue para perdoar aos corações lotados da amargura do pecado, como poderia desejar vingança?

Ele escolheu o amor.

Há 23 anos atrás meu pai estava passeando pela calçada com meu irmão em seus ombros e não viu a pedra enorme que estava no meio do caminho. Tropeçou e teve de escolher entre seu filho de 2 anos e agüentar o tombo. Meu pai perdeu os quatro dentes da frente. Ele escolheu o filho.

A maravilha do sacrifício da cruz é justamente lembrar-se que, assim como meu pai, Cristo tinha a opção de escolher.

Escolher entre registrar seus pecados, ou limpar sua vida com o sangue derramado na cruz.
Entre um corpo imaculado que não conhecia a dor, e um corpo que sangraria e sofreria dores terríveis ao transpassar de cada cravo.
Entre a presença do próprio Deus, e a solidão de quem não encontra nenhum defensor se quer perante seu julgamento injusto.

Optar entre a felicidade eterna, e a lágrima.
Entre ser Rei ou servo, vida ou morte.
Podia escolher entre riscar do livro da vida o nome dos que o caluniavam a beira da cruz, ou suplicar ao Deus de amor que Ele lhes perdoasse.

Escolher entre permanecer imaculado, ou ser moído por nós.
Continuar com sua reputação inquestionável ou ser humilhado por nossas iniqüidades,
Exercer seu papel de juiz ou ser castigado para nos trazer a paz,
E porque Ele escolheu os cravos, hoje somos sarados.